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Urbanismo· 11 de setembro de 2026· 2 min de leitura

Câmara de BH aprova em 1º turno regras para totens de segurança com reconhecimento facial

Projeto altera o Código de Posturas e permite totens com câmeras, leitura de placas e reconhecimento facial em vias públicas, instalados mediante autorização da Prefeitura.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 12 de setembro de 2026
Câmara de BH aprova em 1º turno regras para totens de segurança com reconhecimento facial

A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou em primeiro turno, na quarta-feira (9), o Projeto de Lei 817/2026, que inclui no Código de Posturas da capital (Lei 8.616/2003) regras para a instalação de totens inteligentes de segurança em vias públicas. De autoria do vereador Braulio Lara (Novo), o texto recebeu 29 votos favoráveis, seis contrários e quatro abstenções, segundo o gabinete do parlamentar.

O projeto não cria programa nem prevê compra de equipamento pela Prefeitura. O que ele faz é dar base legal a um tipo de equipamento que, segundo o autor, já vem sendo usado em diferentes pontos e ainda não tinha regra municipal específica na capital.

Pelo texto aprovado, os totens poderão reunir câmeras de vídeo, sistemas de inteligência artificial, reconhecimento facial, leitura de placas de veículos, sensores e dispositivos de comunicação. As imagens e os dados captados deverão ser compartilhados em tempo real com os sistemas de segurança pública do município.

Imagem ilustrativa de um totem inteligente de segurança
Imagem ilustrativa de um totem inteligente de segurança

A instalação dependerá de autorização prévia da Prefeitura e da assinatura de um termo de cooperação. O pedido poderá partir de pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado. O equipamento não poderá obstruir calçadas nem atrapalhar o fluxo de veículos, e poderá ter espaço para publicidade. Os padrões técnicos, estéticos e de segurança ficam para uma regulamentação posterior do Executivo.

Proteção de dados

O material divulgado pelo gabinete do vereador informa que a expectativa é de que o debate nas comissões avance sobre critérios de instalação, proteção dos dados captados e integração dos equipamentos com os sistemas de segurança pública da capital. Como o texto prevê reconhecimento facial, o tratamento das imagens também passa pela Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018).

O projeto chega enquanto a Prefeitura amplia a própria rede de monitoramento. O programa Muralha BH, anunciado em outubro de 2025, prevê 12 mil câmeras na cidade, 1,5 mil delas com reconhecimento facial e 2.650 com leitura de placas, operadas a partir do Centro de Operações de Belo Horizonte, com conclusão prevista para o fim de 2026. Os totens regulamentados pelo PL seriam uma camada a mais, instalada a pedido de terceiros.

Próximos passos

A aprovação desta semana é só a primeira etapa. O PL volta às comissões para análise das emendas e precisa de nova votação em plenário, em segundo turno. Se passar, ainda segue para sanção ou veto do prefeito antes de virar lei.

Para quem é do urbanismo e da infraestrutura, o ponto prático está na regulamentação que virá depois. É ela que vai definir onde o totem pode ficar, quanto da calçada precisa continuar livre para o pedestre e como o equipamento entra no desenho do espaço público.

Com informações da Câmara Municipal de Belo Horizonte e do gabinete do vereador Braulio Lara.

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