Impressora 3D fabrica molde de aço de 2 t para a Boeing
Robô do laboratório Oak Ridge levou oito semanas para imprimir o molde metálico, que deve ajudar a fabricar componentes leves de aviões no projeto HiCAM, da NASA.

Um robô do laboratório Oak Ridge imprimiu em 3D, ao longo de oito semanas, um molde metálico de quase duas toneladas destinado à Boeing. A peça foi feita para servir de ferramenta na produção de componentes de aviões com materiais leves, dentro do projeto HiCAM, da NASA.
O molde é uma ferramenta de grande porte. Na fabricação de componentes com materiais compostos e ligas leves, o molde define a forma da peça, e por isso precisa ser rígido e preciso. Ao imprimir a estrutura em metal em vez de usinar um bloco maciço, a equipe de Oak Ridge mostrou que a manufatura aditiva já alcança dimensões de ferramental compatíveis com a indústria aeronáutica.
Segundo a fonte, o HiCAM é o projeto da NASA em que a peça se insere. O material não detalha as especificações do componente final nem a geometria do molde, então não há como dizer qual peça da aeronave será produzida com ele.
O ganho apontado está no tempo e na flexibilidade. Ferramentas grandes costumam exigir usinagem longa e desperdício de material. Uma impressora que trabalha por semanas sem parar, com o metal depositado camada a camada, muda a conta de quem precisa de um molde sob medida e de baixa repetição.
Para quem projeta e fabrica, a leitura prática é de escala. Um molde de duas toneladas sai do campo experimental e entra no território da produção. Quem acompanha ferramental para estruturas aeronáuticas tem agora um caso concreto de impressão metálica em porte industrial, com a Boeing como cliente e a NASA como programa de origem.
Com informações de Click Petróleo e Gás.
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