Giro EngenhariaNewsletter
Energia· 08 de julho de 2026· 2 min de leitura

Paraíba aprova lei inédita para torres eólicas com distância mínima de 1.500m

Projeto de Lei 2.061/2024, já aprovado pela Assembleia Legislativa, estabelece 1.500 metros de afastamento para aerogeradores, medida defendida pelo Ministério Público Federal.

Redação Giro Engenharia
Paraíba aprova lei inédita para torres eólicas com distância mínima de 1.500m

A Paraíba aprovou uma legislação inédita que impõe uma distância mínima de 1.500 metros para a instalação de aerogeradores em relação a edificações de uso público, coletivo e privado. O Projeto de Lei (PL) 2.061/2024, já aprovado pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), estabelece um novo padrão para o planejamento e a construção de parques eólicos no estado, e a medida pode influenciar outras regiões, como o Rio Grande do Norte.

O Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba manifestou apoio à nova regra, enviando uma nota técnica ao governo estadual em defesa da sanção integral do PL. A iniciativa visa a garantir o bem-estar e a segurança das comunidades próximas aos parques eólicos, mitigando impactos como ruído, cintilação de sombra e questões de segurança estrutural.

A exigência de 1.500 metros de afastamento representa um desafio significativo para o setor de energia eólica, que busca expandir sua capacidade no Nordeste. Engenheiros e projetistas precisarão adaptar o planejamento dos empreendimentos, considerando restrições adicionais na escolha dos terrenos e no arranjo dos aerogeradores, o que pode impactar a viabilidade econômica de alguns projetos.

O Nordeste brasileiro é uma das regiões com maior potencial eólico do país, atraindo investimentos substanciais em infraestrutura e geração de energia. A Paraíba, assim como o Rio Grande do Norte, tem um papel estratégico nesse cenário, e a nova lei insere uma variável importante no desenvolvimento de futuros parques.

Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, a aprovação desta lei significa a necessidade de aprofundar os estudos de impacto ambiental e territorial desde as fases iniciais dos projetos. A aquisição de terras e o licenciamento ambiental podem se tornar mais complexos, exigindo uma análise mais detalhada da ocupação do solo e da proximidade com áreas urbanizadas ou rurais habitadas.

Esta regulamentação paraibana estabelece um precedente que pode ser observado e, eventualmente, replicado por outros estados com grande vocação para a energia eólica. A expectativa é que a medida estimule o debate sobre o equilíbrio entre o desenvolvimento energético e a proteção das comunidades, forçando o setor a buscar soluções de engenharia e planejamento que contemplem as novas exigências de distanciamento, com potenciais impactos em custos e prazos de entrega dos empreendimentos.

Com informações de Tribuna do Norte.

Compartilhar:WhatsAppXLinkedIn
Siga o Giro Engenharia:WhatsApp

Leia também

O Giro na sua caixa de entrada

As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.