Portaria de curtâilment pode não frear judicialização, dizem agentes
Absolar avalia que o termo de compromisso para pagamento de passivos pode não encerrar completamente as disputas judiciais sobre cortes de geração.

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) avalia que a portaria que estabelece um termo de compromisso para o pagamento de passivos decorrentes de cortes na geração de energia pode não ser suficiente para frear a judicialização do tema. Em nota, a entidade reconheceu avanços na previsibilidade, mas indicou que as disputas judiciais por parte dos agentes podem continuar.
A questão do "curtailment", ou seja, o corte na geração de energia por razões de segurança ou instabilidade da rede, tem sido um ponto de atrito entre geradores e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Os geradores alegam prejuízos financeiros devido à interrupção de suas atividades em momentos de alta produção.
A portaria, que busca oferecer um caminho para a quitação desses passivos, é vista com cautela pela Absolar. A associação entende que, embora possa trazer alguma clareza e um mecanismo de compensação, a falta de uma solução definitiva para a gestão do curtâilment pode manter a porta aberta para novas ações judiciais.
O setor de energia solar, em particular, tem sido impactado por esses cortes, que ocorrem especialmente em períodos de alta irradiação solar, quando a rede pode não ter capacidade de absorver toda a energia gerada. A previsibilidade na remuneração desses passivos é crucial para a saúde financeira dos empreendimentos.
A entidade sugere que, além do pagamento dos valores devidos, é fundamental que haja uma revisão nos mecanismos de planejamento e operação do sistema elétrico para mitigar a ocorrência desses cortes.
A expectativa é que o diálogo entre os agentes e o poder público continue para encontrar um acordo que ofereça segurança jurídica e operacional ao setor, garantindo a sustentabilidade dos investimentos em energia renovável.
Com informações de Agência iNFRA.
Leia também

ONS pede 180 dias à Aneel para iniciar operação sombra do curtailment
Operador quer dobrar o prazo inicial para testar as novas regras de redução e limitação de geração elétrica.
Fonte: MegaWhat
Usina de Codajás recebe R$ 59 milhões para virar híbrida no Amazonas
Aporte de R$ 59 milhões da Âmbar Energia integra geração térmica a gás natural a uma nova planta solar de 9,7 MWp no interior amazonense.
Fonte: CPG Click Petróleo e Gás
WEG e GreenYellow fecham parceria para 54 usinas solares em lojas
Consórcio prevê aporte superior a R$ 100 milhões para instalar 38 MWp de potência em unidades do Carrefour no país.
Fonte: CPG Click Petróleo e Gás

Solar com baterias no Brasil terá 2º menor custo global em 2035
Projeção da Irena aponta que o Brasil alcançará US$ 41 por megawatt-hora na geração solar com armazenamento até 2035.
Fonte: MegaWhat
O Giro na sua caixa de entrada
As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.
