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Infraestrutura· 20 de maio de 2026· 1 min de leitura

TCU aponta irregularidade em alteração de regras para leilão de terminal em Santos

Tribunal de Contas da União considera que mudanças feitas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) afrontam a legislação e o edital original.

Redação Giro Engenharia
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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou uma afronta à legislação e ao edital original em modificações realizadas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para o leilão de um terminal no Porto de Santos. A decisão, proferida pelo ministro Weder de Oliveira, aponta que as alterações podem comprometer a isonomia e a competitividade do certame.

As mudanças foram implementadas após a assinatura do contrato referente à exploração do terminal, o que, segundo o TCU, configura uma violação às normas estabelecidas. O Tribunal determinou que a Antaq apresente justificativas para as alterações e reavalie os procedimentos.

O leilão em questão refere-se à concessão de uso de uma área no Porto de Santos para a instalação e operação de um terminal portuário. A controvérsia reside nas alterações de regras que teriam sido feitas após o início do processo licitatório, o que pode beneficiar indevidamente um dos participantes ou prejudicar outros potenciais interessados.

O TCU considera que a atuação da Antaq, ao modificar as regras após o contrato já ter sido assinado, demonstra uma falta de transparência e rigor na condução do processo licitatório. A corte de contas busca garantir que os leilões de infraestrutura ocorram em ambiente de igualdade de condições para todos os licitantes.

A decisão do TCU pode impactar o cronograma do leilão e exigir uma readequação do processo pela Antaq. A agência terá agora que responder às objeções levantadas pelo Tribunal e, possivelmente, rever as condições do certame para assegurar sua legalidade e lisura.

A posição do TCU reforça a importância da fiscalização rigorosa em processos de concessão e leilão de ativos de infraestrutura. A análise detalhada do Tribunal visa proteger o interesse público e garantir a eficiência na gestão dos recursos e bens públicos.

Com informações de CNN Brasil.

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